

Eu só quero te falar uma coisa, que por mais que o mundo acabe ou por mais que apareçam outros homens na minha vida, no final de tudo, eu ainda vou lembrar de você e sentir aquela pontada no coração que judia a alma. Eu te amo, e isso me consome. E que nós acabamos sempre trilhando o mesmo caminho, isso não é novidade. E, tu sabes, que mesmo que eu diga o maior número de adeuses possíveis, nós acabamos por nos encontrar por aí e eu cair na tua lábia novamente. Eu tenho é que aprender que, não importa quantas vezes e por quanto tempo nos distanciemos, você sempre será o canalha que flagelará meu coração e me tornará, mais uma vez, fria. Você é a ferida que nunca cicatriza, é o fogo que nunca apaga. E eu sou mais uma. É, não somos bom o bastante um para o outro. Talvez por que você seja tanto e eu seja tão pouco, ou vice-versa. O problema é que, nós somos uma combustão bipolar que entra em erupção à cada olhar 43 que me atinge como um revólver dos mais potentes. E eu não sei se você sabe do impacto que teve em mim. Eu que não era de me apegar à ninguém me vi tão dependente de ti. Agora seja sincero e me diga: Eu te mudei em alguma coisa? Pois para mim, você continua o mesmo, com os mesmo cabelos que nunca param quietos e o mesmo caráter grotesco. Nem uma mudança. Então vem o tempo e me entristece, pois eu que espero mudanças, me decepciono até o último o fio de cabelo. Porém, por mais que eu diga para ir embora e que até mesmo eu me vá, o sentimento fica, e eu acabo sentindo saudades e querendo voltar. Agora, por favor, alguém me diz se isso é para sempre e me explica por que, nem dando tempo ao tempo, essa lástima não acaba. Eu lembro que li, esses dias, num daqueles diários meus, que eu havia te esquecido. Pobre engano, e talvez até, doce. Quem me dera. Gabriela Silveira, reflorir-te.